Tratamento para Hipertrofia dos Cornetos

Quando a pessoa sente dificuldades para respirar sua qualidade de vida fica automaticamente prejudicada. Uma das condições que podem desencadear esse quadro é a hipertrofia de cornetos nasais.

A partir de uma avaliação diagnóstica em mãos o médico estabelecerá o tratamento mais indicado para o caso, que pode ser clínico ou cirúrgico dependendo da gravidade do quadro. Em caso de tratamento cirúrgico, a técnica aplicada é a Turbinoplastia, procedimento com o objetivo de diminuir o tamanho dos cornetos, e nunca sua completa remoção, uma vez que são responsáveis pelas principais funções do nariz.

O que é a Hipertrofia dos Cornetos

Responsáveis por aquecer e umidificar o fluxo de ar nasal que será levado aos pulmões, os Cornetos Nasais são estruturas feitas de osso, tecido esponjoso e mucosa.

As conchas nasais — ou carne esponjosa, como é conhecido popularmente — conseguem regular o fluxo aéreo “murchando” ou “inchando” sua mucosa, e com isso diminuindo ou aumentando o espaço dentro da fossa nasal.

O “inchaço” dos cornetos inferiores aumenta (hipertrofia) seu tamanho. Na maioria das vezes essa hipertrofia acontece por inflamação crônica da mucosa nasal desencadeada por processos alérgicos, irritantes nasais, medicamentos, alterações hormonais e sinusites.

Indicação

O procedimento cirúrgico para tratamento da Hipertrofia dos Cornetos nasais é indicado para os pacientes que sofrem cronicamente com os sintomas da afecção, passaram diagnóstico de um médico otorrinolaringologista e não obtiveram melhoras com medicamentos.

Entre estes sintomas podemos indicar:

  • Obstrução nasal crônica;
  • Secreção nasal abundante;
  • Retenção de secreções nasais;
  • Ronco;
  • Boca Seca;
  • Dificuldade em respirar durante atividades físicas;


A obstrução causada pela hipertrofia dos cornetos tende a obrigar o paciente a utilizar-se da respiração bucal, gerando algumas consequências oriundas deste comportamento. As principais implicações são:

  • Musculatura flácida na face;
    Boca aberta;
  • Lábio superior curto;
  • Olheiras bem marcadas;
  • Mau desenvolvimento dos ossos da face;
  • Aprofundamento e estreitamento do palato (céu da boca);
  • Alterações de fala;
  • Mau desenvolvimento das narinas;
  • Alterações posturais de cabeça e coluna.

Como é realizada a Cirurgia

Em alguns casos um tratamento clínico pode fazer com que os cornetos regridam para seu tamanho normal, mas outras vezes essa hipertrofia é irreversível só com medicamentos, sendo necessária a redução cirúrgica do tamanho do corneto. Essa cirurgia é chamada de Turbinoplastia.

A Turbinoplastiaa é uma técnica cujo objetivo é desobstruir a passagem de ar retirando o volume excessivo do corneto afetado. É um procedimento simples e de baixo risco que pode ser feito tanto sob anestesia geral quanto local.

O procedimento dura em média 30 minutos e é feito com equipamento de vídeo.

A técnica atual permite que não seja mais necessária a utilização de tampões nasais no pós-operatório, com uma recuperação mais confortável para o paciente.

Após identificação do grau de hipertrofia, o médico pode optar por remover toda ou apenas uma parte dos cornetos nasais, sendo levado em consideração no momento o risco de nova hipertrofia e histórico do paciente.

Normalmente, a cirurgia requer curto período de internação, assim um paciente que realiza o procedimento no período da manhã pode ter alta no mesmo dia.

Duração da Cirurgia

O tempo médio da Cirurgia é em torno de 30 minutos.

Tipo de Anestesia

Cirurgia realizada com sedação e anestesia local ou anestesia geral.

Tempo de Internamento

O paciente geralmente tem alta no mesmo dia.

Recuperação após a Cirurgia

O pós-operatório da turbinectomia requer repouso, sobretudo nos primeiros dias, e a realização de uma dieta leve e fria bem como cuidados na higienização nasal visando uma breve recuperação. o pós-operatório é indolor e que pequenos sangramentos são esperados no dia da cirurgia. Recomenda-se evitar o uso de AAS e similares, além de anti-inflamatórios não hormonais pelo risco de sangramento.

É recomendado também manter as vias respiratórias limpas, realizando a lavagem nasal de acordo com a orientação médica, e fazendo consultas periódicas ao médico otorrinolaringologista para que sejam removidas as possíveis crostas formadas.

A não utilização de tampões torna o pós-operatório muito menos desconfortável. O paciente pode apresentar leve obstrução nasal nos primeiros dias, pelo acúmulo de crostas e secreções, passando após o quinto dia.

Normalmente em 5 dias o paciente já está retornando as suas atividades normais. O retorno a atividades físicas mais intensas ocorre em 2 semanas.

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