Tratamento para Sangramento Nasal
O sangramento nasal, chamado em medicina de epistaxe, é um evento bastante comum. Os sangramentos nasais raramente provocam alguma complicação relevante. Na imensa maioria dos casos, a perda de sangue pode ser facilmente controlada em casa, sem auxílio médico.
Porém, há casos de Epistaxes recorrentes, que vão e voltam ao longo do dia, por vários dias seguidos. Assim como hemorragias nasais com sangramento volumoso deste seu início. E, nesses casos há a necessidade de buscar tratamento médico especializado.
Tipos de Sangramento Nasal
A cavidade nasal é altamente vascularizada e seus vasos são relativamente superficiais, principalmente na região mais anterior do nariz. A lesão desses vasos costumam causar os quadros de sangramento nasal.
Os sangramentos nasais são habitualmente classificados em epistaxe anterior e epistaxe posterior.
A epistaxe anterior é a forma mais comum de sangramento do nariz. Surge quando há lesão dos vasos na região anterior da mucosa nasal, mais próxima das narinas. Nesta região, várias pequenas artérias se ligam, formando um emaranhado vascular, que é um sítio muito frágil, que sangra com facilidade.
A epistaxe posterior é mais rara e, nestes casos, os sangramentos costumam ser mais volumosos e de difícil controle. Os poucos casos de epistaxe que necessitam de atendimento médico de urgência são geralmente aqueles que têm origem na região posterior da cavidade nasal.
Indicação
O tratamento médico especializado para o controle do sangramento nasal é indicado para pacientes com quadro de Epistaxes recorrentes, que vão e voltam ao longo do dia, por vários dias seguidos.
Outras situações em que o tratamento médico é indicado são:
- Epistaxe que surgem após traumas da cabeça.
- Se o paciente tiver sido submetido a algum procedimento cirúrgico na face recentemente.
- Sangramentos do nariz que surgem junto com febre e/ou dor de cabeça.
Pacientes em uso de medicamentos que interferem na coagulação sanguínea, como os anticoagulantes heparina ou varfarina também apresentam maior risco de epistaxe. Drogas usadas para diminuir a ação das plaquetas, como a Aspirina (AAS) ou clopidogrel também aumentam o risco de sangramentos e, precisam de uma atenção médica.
Como é realizada a Cirurgia
A abordagem cirúrgica por via endoscópica pode ser indicada quando o paciente apresenta quadros de epistaxe que necessitam de tratamento mais especializado e emergencial.
Com o uso de endoscópio é possível visualizar diretamente os pontos sangrantes dentro do nariz, possibilitando a realizaÇão de uma cirurgia para ligadura ou embolização de artérias que nutrem a cavidade nasal.
Este procedimento apresenta, segundo diversos estudos, uma taxa de resolução entre 90 e 98% do quadro de sangramento sem nenhuma complicação significativa.
O tratamento cirúrgico é geralmente empregado quando outros procedimento como o tamponamento não resolvem o caso. Mas também é possível realizar a cirurgia para controle imediato da epistaxe severa, evitando tamponamentos e hospitalizações mais longas, bem como para obter melhor tolerância do paciente.

Duração da Cirurgia
O tempo médio da Cirurgia é em torno de 30 a 45 minutos.

Tipo de Anestesia
Procedimento requer o paciente sob anestesia geral.

Tempo de Internamento
O paciente tem alta no dia seguinte após o procedimento.
Recuperação após a Cirurgia
Após os procedimento é indicado que o paciente repouse, siga uma dieta fria e realize lavagens nasais com soro fisiológico.
É indicado também espirrar com a boca aberta nos primeiros dias durante a cicatrização.
Deve-se evitar mexer ou assoar o nariz e eliminar medicamentos (como a aspirina, anticoagulantes, vitamina E e ginko-biloba).

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